A sangre y fuego: o ciclo de violência na Colômbia e o retorno do paramilitarismo gaitanista
A situação na Colômbia não é comparável a do Brasil. Hoje, depois de 70 anos de guerra civil não-declarada, as guerrilhas de "extrema direita" e de "ultraesquerda" voltam a se enfrentar - e durante os processos de paz idealistas promovidos pelo petrismo. Os capos do Estado Maior Conjunto do Exército Gaitanista da Colômbia (as ex-Autodefesas Gaitanistas) publicaram um vídeo em rede nacional ameaçando o processo de justiça e paz iniciado pelo petrismo. Os chefes, reunidos em torno duma mesa, numa clareira de algum rincão do Urabá, se comprometeram a exterminar o ELN e suas dissidências. Segundo os paramilitares de "extrema direita", os guerrilheiros rivais, favorecidos por Petro, estão tentando retomar os territórios do norte do país, não estabelecer a tal "paz total". A Colômbia vive em guerra civil. Foi-se Pablo Escobar, que financiava ambas guerrilhas. Foram-se os irmãos Castaño, fundadores das autodefesas camponesas, respaldados pelo presiden...